Pra te encontrar fui para na,
e com vc iria para iba
para o Pará, cerrado, ou para lá,
seja lá aonde fosse
De olhar e gosto doce
na boca, como quem fez boa refeição.
Satisfeita feito felina.
Faminta. Onça menina.
Tão igual em diferença,
que só crê quem não tem crença.
A gente se entende
em clima de desavença.
Na comida nos acolhemos.
Nos olhares, no toque,
no agradecimento,
jorrando de dentro
De beleza e força provida
à prova de ausência de vida.
Fera ferida, refém do entorno.
Única, feita de barro sem torno.
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